Informação sobre a Legionella

Numa altura de receios e dúvidas por parte da população sobre a emergência da Legionella, a LPPS veicula as recomendações da Direção Geral da Saúde almejando contribuir para a disseminação de discursos e práticas mais informados.

 

O que é?

A Legionella pneumophila é uma bactéria que vive em ambientes aquáticos naturais, como seja a superfície de lagos, de rios ou águas termais. Tendo em conta que existem neste momento alguns locais de maior risco, é possível encontrar também a Legionella em sistemas artificiais de abastecimento, na rede de distribuição de água de cidades, em torres de refrigeração, assim como em instalações como duches e sistemas de ar condicionado. Esta bactéria coloniza equipamentos de refrigeração e outros que contenham água tépida, ou seja, que se encontrem entre os 20ºC e os 43ºC, sendo que o seu crescimento mais favorável entre os 35ºC e 45ºC.

 

Como se transmite?

A Legionella não se transmite de pessoa a pessoa, nem pela ingestão de água contaminada. A infeção transmite-se por via aérea, ou seja respiratória, por meio da inalação de gotículas de água (aerossóis) contaminadas com bactérias.

 

Podemos realizar as mesmas tarefas?

É natural que exista algum receio, contudo as autoridades de saúde sublinham que as pessoas podem beber e/ou cozinhar com a água da torneira. “Esta infeção só se transmite de uma forma especialmente bizarra, só respirando a água pelas gotículas, pelos aerossóis”, sublinha o Sr. Diretor-Geral de Saúde.

Relativamente ao banho, o conselho das autoridades de saúde para a população das zonas afetadas pela Legionella é no sentido de optarem por banhos sem duche, evitando a “grande pressão” das torneiras. A Direção Geral de Saúde sugere ainda a higienização da cabeça do duche (o chamado “telefone”) com numa solução de água com lixívia durante aproximadamente 30 minutos, mantendo igualmente os termoacumuladores regulados para temperaturas superiores a 75 ºC.

A Direção Geral da Saúde salienta que devem ser evitados, por agora, jacúzis e hidromassagens enquanto a fonte do problema não for identificada.

 Importante

Estas medidas de precaução são particularmente dirigidas às pessoas dos locais já identificados e onde se registaram casos de infeção, devendo a restante população estar atenta às recomendações da Direção Geral da Saúde.

 

Para mais informações consulte:

- Guia prático sobre a Legionella

- Comunicado do Diretor Geral da Saúde - 11/11/2014 

Sobre a prevenção e a promoção da saúde

 

O início de 2013 foi marcado por uma afirmação polémica do Ministro da Saúde, Paulo Macedo, sobre a necessidade de uma alteração dos hábitos dos cidadãos portugueses para a maior sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde. Apesar da controvérsia suscitada pela afirmação, há muito que a comunidade médica e científica vem defendendo a necessidade de uma alteração de hábitos de vida quotidianos para uma melhoria geral na condição de saúde da população portuguesa. Os tão conhecidos problemas – como o sedentarismo no trabalho e nas atividades lúdicas, a substituição da alimentação mediterrânica pela introdução das comidas rápidas e pré-confecionadas, a aceleração das rotinas e o aumento do stress, bem como o tabagismo e o cada vez mais precoce consumo de bebidas alcoólicas - são alguns dos comportamentos genericamente apontados como fatores de degradação da saúde pública.

A Liga Portuguesa de Profilaxia Social (LPPS) vem, de alguns anos a esta parte, trabalhando este domínio no contexto comunitário, intervindo com crianças e jovens em prol de um processo de reeducação comportamental para a formação de uma geração mais saudável. Os conselhos avançados no passado dia 3 de janeiro de 2013 pela Direção Geral de saúde são os princípios genéricos trabalhados pela LPPS nas suas sucessivas iniciativas de educação para a saúde. Fazer da água a bebida de eleição, adotar os lanches saudáveis compostos por frutas e fontes de fibras e hidratos de carbono complexos, preferir as refeições confecionadas em casa e optar pela sopa de hortícolas ao início de cada refeição principal, são as sugestões há muito defendidas pela equipa de especialistas da LPPS. Não obstante a necessidade de difundirmos estes príncípios, bem como a noção de que os seus benefícios serão potenciados pela redução de consumos de risco aliada a um incremento da atividade física moderada, há que salientar as dificuldades inerentes à alteração das práticas.

Num recente artigo*, a equipa da LPPS demonstra como a eficácia das estretégias de intervenção nesta área, apesar de localizadas em contextos de socialização específicos - como as escolas públicas e centros de atividades ocupacionais - pode ser comprometida por diversos fatores. De facto, o estilo de vida urbano, as referências de consumo alimentar, recreativo e cultural, bem como a dinâmica da rotina diária, dificultam a mudança das opções familiares e comprometem a efetiva transformação dos hábitos infantojuvenis. Além do mais, a noção de que a transformação de hábitos tende a consolidar-se num horizonte acessível apenas a um conjunto de cidadãos de condição socioeconómica mais favorável transparece as ansiedades e resistências das famílias face a introdução de mudanças.

No entanto, na linha dos princípios sugeridos pela DGS, a alteração dos estilos de vida e dos consumos que os pautam pode, efetivamente, ser favorecida pela promoção de estratégias diferenciadas, plurais e conjuntas. A par da implementação de medidas como sejam servir sopa nas refeições famíliares, diminuir o consumo de alimentos pré-confecionados, demasiado ricos em gorduras e açúcares, abandonar o hábito de fumar ou consumir bebidas alcoólicas com regularidade, o incremento de uma consciência crítica coletiva sobre as questões da saúde e dos estilos de vida pode, seguramente, ser fator de preponderância na potencial alteração de hábitos. É, portanto, essa responsabilização partilhada e o esforço progressivo de respostas sociais, económicas, educativas, culturais, que se entendem urgentes no processo de  promoção autónoma da saúde, com reconhecido impacto a médio e longo prazo.

*PAIS, Sofia C. et. al. (2012). Da avaliação à reflexividade das práticas de promoção de saúde: o caso do projeto Prosaúde. Iberoamerican Journal of Citizenship and health. Vol. 1 Nº 2


Resultados dos Geração XXI

Com um peso superior ao indicado, as crianças portuguesas preferem os doces aos legumes e são cada vez mais advertidas pelos pais quando “se portam mal”. Estes são alguns resultados já conhecidos do Geração 21, um projeto de investigação inovador da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) que, ao longo do tempo, tem estudado 8647 crianças. A ambição, é fazê-lo até à idade adulta. Conheça a notícia na íntegra aqui.

Porto: Alimentação não anda sobre rodas na universidade

Notícia sobre hábitos alimentares dos estudantes da Universidade do Porto. Para consultar, clique aqui.