Contra o pé descalço

Uma das mais longas campanhas da LPPS, decorreu entre 1927 e 1965.O seu principal objetivo consistia no combate a doenças adquiridas, especialmente do tétano, pela não utilização de calçado na vida quotidiana.

Combate à tuberculose

Encetada em 1929, altura em que se regista uma elevada taxa de tuberculose entre a população portuguesa, esta campanha combatia um hábito corrente (cuspir na via pública) de consequências nefastas na disseminação da tuberculose e de outras doenças infeciosas entre a população. Aliada à campanha do pé descalço, alertava para os perigos de contágio de várias doenças através do contacto da pele nua com fluidos expetorais contaminados, presentes na via pública.

Introdução da BCG

Em 1929, a LPPS toma as diligências necessárias à introdução da vacina BCG em Portugal, apoiando a criação do Sanatório do Monte da Virgem, atual Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho e, em parceria com a Assistência aos Tuberculosos do Norte de Portugal, do Sanatório do Mont'Alto, em Valongo.

Contra a sífilis

Com um caráter pioneiro, a campanha contra a sífilis traduziu-se numa iniciativa de educação sexual em que a LPPS disponibilizava consultas de doenças sexualmente transmissíveis. Teve início em 1929 e prolongou-se pelos anos 30.

Casamento das telefonistas e das enfermeiras

Quando as comunicações telefónicas eram geridas pela "Anglo-Portuguese Telephone Company", esta não permitia a contratação de mulheres casadas, negligenciando os direitos cívicos e sociais das suas profissionais. Após uma severa luta com a companhia inglesa, a LPPS fez valer o cumprimento do seu objetivo, avançando posteriormente para a resolução do mesmo problema na classe profissional da enfermagem, agora contrariando uma posição imposta pelo Presidente do Conselho, Dr. Oliveira Salazar.

Higiene em espaço público

A LPPS teve um papel basilar no arranque dos processos de fiscalização higieno-sanitária dos estabelecimentos comerciais, especialmente os do ramo da restauração e bebidas, nos quais a falta de procedimentos adequados de higienização e a adoção de hábitos comuns menos adequados constituíam uma ameaça à saúde pública.

Reabertura da biblioteca pública municipal

A LPPS, desempenhou aqui um importante papel, ao conseguir junto da Câmara Municipal do Porto, a reabertura da Biblioteca Municipal em período pós laboral para usufruto dos estudantes-trabalhadores, até aí impedidos de consultarem as publicações necessárias à sua aprendizagem.

Institucionalização adequada de pessoas com doença mental

Na década de 20 do século passado, a doença mental constituía um forte estigma na sociedade portuguesa, sendo os sujeitos que dela sofriam frequentemente detidos em estabelecimentos profissionais, sem para tal terem cometido algum delito. Reunindo inúmeros esforços, a LPPS negociou com a Santa Casa da Misericórdia a concessão de uma verba que permitisse o internamento e acompanhamento médicos adequados de vários doentes no Hospital Conde Ferreira e ainda participou nas diligências necessárias à criação, no Porto, do Hospital Magalhães Lemos.